– É um volume que justifica ainda mais o nosso pedido de salvaguarda ao vinho fino brasileiro – afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Paviani.
Para a entidade, este grande aumento nas importações de vinhos verificado em janeiro e fevereiro pode ser atribuído à formalização da entrada de vinho no país.
– As estatísticas também provam que o selo fiscal não impediu as importações de vinhos pelo Brasil, ao contrário do que defendiam os seus críticos antes da implantação definitiva, em janeiro de 2011 – acrescenta o diretor-executivo do Ibravin.
Atualizando a divisão do mercado de vinhos finos no Brasil, com os números do primeiro bimestre do ano, há 88,4% de domínio dos rótulos estrangeiros e 11,6% para os produtos brasileiros.
– Começamos o ano, antes mesmo do pedido de salvaguarda ser divulgado em 15 de março, com apenas 11% do mercado nacional de vinhos – ressalta Paviani.
No ano passado, o Brasil registrou o maior volume de vinho já importado pelo país, com o ingresso de 77,6 milhões de litros de vinho estrangeiro, de 31 países. Desde 2004, quando foram 39,1 milhões de litros de vinho estrangeiro entraram no Brasil, o crescimento nas importações praticamente dobrou, somando 98,7%.
Os vinhos chilenos seguem na liderança do ranking de importação brasileira. Em janeiro e fevereiro, entraram 2,88 milhões de litros de vinho do Chile, um crescimento de 27,8% em relação a igual período de 2011. Em seguida, aparecem os argentinos, com 1,91 milhões de litros e aumento de 32,86%. A Itália aparece na terceira posição, com o envio de 1,52 milhão de litros de vinho ao Brasil (acréscimo de 12,43%), seguida de perto por Portugal, com 1,39 milhão de litros, mas com 92,5% de incremento ante o primeiro bimestre do ano passado.
A importação de vinhos franceses caiu 12,5%, mas em compensação ocorreu aumento da Espanha (152,5%), África do Sul (213,2%), Estados Unidos (40%), Grécia (139%) e Uruguai (1.582%). A entrada de espumantes foi ainda maior – 44,2% – no primeiro bimestre do ano.