A decisão não foi justificada, mas executivos do setor afirmaram que a intenção pode ser a de conter o aumento das exportações, o que possivelmente reduziria a disponibilidade de algodão no mercado doméstico. Os preços domésticos giram em torno de 92 a 93 cents por libra-peso, enquanto os internacionais estão perto de 102 a 108 cents por libra-peso, disse A. Ramani, secretário da Federação Indiana de Algodão.
A Índia, segundo maior fornecedor de algodão do mundo depois dos Estados Unidos, embarcou 9,5 milhões de fardos de 170 quilos cada no período de 1º de outubro de 2011 a 29 de fevereiro deste ano, conforme os exportadores aproveitam a diferença de preço em meio à firme demanda externa, acrescentou ele.
O Conselho Consultivo de Algodão do país projetou os embarques de algodão no ano comercial 2011/2012 em 8,4 milhões de fardos, acima dos cerca de oito milhões de fardos observados em 2010/2011. A China responde por mais de 70% das exportações indianas. Paquistão, Bangladesh e Tailândia são outros importantes destinos para o algodão da Índia.
Alguns órgãos da indústria têxtil vinham exigindo restrições à exportação, a fim de garantir uma oferta local adequada. Dhiren Seth, presidente da Associação de Algodão da Índia, afirmou que a proibição dos embarques terá “impacto sério” no mercado, observando que o volume disponibilidade interna melhorou, considerando expectativas de uma colheita maior na atual temporada.
A Índia deve produzir um recorde de 34,5 milhões de fardos em 2011/12, acima dos 33,9 milhões de fardos registrados em 2010/11. Cada fardo equivale a 170 quilos. As informações são da Dow Jones.