Índice de preços da Ceagesp sobe 1,95% em junho

Frutas, cebola e batata puxam indicador para cima, que encerra cinco meses seguidos de queda

Fonte: Divulgação/Pixabay

Os preços das frutas, da cebola e da batata registraram crescimento em junho, enquanto legumes verduras e pescados apresentaram retração, segundo o índice de preços produzido pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

O indicador registrou alta de 1,95% no mês passado, revertendo o recuo de 3,58% visto em maio e as outras quatro quedas anteriores.

Segundo a Ceagesp, problemas climáticos, sazonais e na fronteira com a Argentina prejudicaram a oferta de algumas frutas importantes. Com isso, o sub-índice frutas teve avanço de 7,52%, com destaque para pera estrangeira willian’s (36,1%), melancia (34,3%), mamão (28,8%), pera estrangeira rocha (25,8%), uva niagara (20,8%) e goiaba (19,6%). As principais quedas foram do morango (-32,3%), caju (-31,1%), maracujá doce (-26,1%) e laranja lima (-12,1%).

O segundo maior aumento foi registrado em diversos (6,65%), com as principais altas sendo vistas em batata lisa (15,7%), batata comum (10,5%), cebola nacional (10,7%) e ovos (5,3%), enquanto as principais baixas foram da canjica (-14,2%) e amendoim (-3,9%). 

O maior recuo foi registrado em legumes (-12,12%), com destaque para tomate (-41,7%), cenoura (-24,9%), abóbora japonesa (-15,1%), ervilha torta (-10,2%) e cará (-9,8%). As principais altas foram do pepino japonês (35,2%), pimentão verde (27,1%), pimenta Cambuci (21,6%) e jiló (18,9%).

Em seguida aparecem verduras (-5,03%), puxado por brócolis (-24,8%), almeirão (18,2%), couve (-17,5%), couve-flor (-16,4%) e salsa (-15,2%), e pescados (-1,24%), pressionado por lula (-18,3%), polvo (-11,1%), camarão ferro (-9,5%) e cação (-8,4%).

Para a Ceagesp, o índice não deve registrar elevações substanciais nos próximos meses, pela tendência de o setor de frutas apresentar boas opções de compra para o consumidor nos próximos meses, principalmente com os frutos de inverno e citros.

– O consumo continua retraído em razão da época e do cenário econômico. Preservadas as condições climáticas atuais com chuvas reduzidas e temperaturas mais amenas, os setores de legumes e verduras deverão continuar com excelente qualidade, volume ofertado satisfatório e preços reduzidos – diz a Companhia, em nota.