A facilidade de crédito e a tecnologia são fatores que contribuem para esse otimismo.
Uma das empresas que expõem na feira está lançando uma colheitadeira que colhe 650 sacas de grãos por hora. De acordo com a empresa, ela foi desenvolvida a partir de uma pesquisa que mostrou exatamente o que o produtor de grãos precisa.
– Temos vários contratos já fechados. A relação com os clientes é de extrema curiosidade. Estamos conseguindo despertar o interesse dos clientes com os sistemas novos que estamos introduzindo aqui – afirma o gerente de marketing e produtos Douglas Vincensi.
O produtor José Carlos Bossoni ficou interessado na máquina, mas ainda não se decidiu pelo negócio. Em uma semana ele começa a colher a soja que plantou em 150 hectares em Paissandu, próximo a Curitiba.
Se depender da movimentação do público, os negócios da feira neste ano serão excelentes. Mais de 200 mil pessoas devem passar pelo evento até a próxima sexta-feira, dia 6.
Os visitantes não vão ao Show Rural, e as empresas sabem disso. Para garantir negócios, elas estão apostando cada vez mais na tecnologia e na eficiência das máquinas, o que está alavancando as vendas na feira.
A cooperativa de crédito em que Gilson Farias trabalha colocou R$ 100 milhões na carteira agrícola. Cerca de R$ 30 milhões já foram contratados, a maior parte através do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), que tem juros de 4,5% ao ano para produtores com faturamento de até R$ 90 milhões por ano.
A instabilidade econômica e a expectativa de quebra de safra não afetaram os negócios.
– Se a gente olha o cenário com aumento de impostos e aumento do preço dos combustveis, isso reflete de certa forma num ajuste de negócios do produtor. Mas não o está inibindo de vir aqui e fazer a proposta. Então ele protocola aqui a necessidade de financiamento e nós vamos dar andamento nas propostas – afirma Farias.