Indústria paulista de citrus reduz ritmo de atividades, indica Cepea

Restrição dos Estados Unidos ao suco de laranja brasileiro obriga fábricas a reorganizarem as remessas ao exteriorApesar da iminência do fim da safra 2011/2012 de laranja, o setor industrial paulista está apreensivo com o mercado internacional, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As recentes rejeições de cargas de suco de laranja exportadas para os Estados Unidos têm feito com que o setor repense seu planejamento para o final desta temporada.

Desde que os EUA passaram a restringir a entrada do suco com resíduos do fungicida carbendazim, até então aceitos, as indústrias precisaram se reorganizar sobre os envios ao país. Algumas fábricas reduziram o ritmo de moagem, conforme indicam pesquisas do Cepea.

De acordo com os especialistas, ainda é cedo para prever possíveis impactos aos diversos agentes do setor da restrição imposta pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), visto que não se sabe quanto tempo levará para se encontrar uma solução. No entanto, em janeiro, a exportação já teria sido contida, visando a evitar mais impedimentos de entrada nos EUA, o que poderia gerar custos adicionais.

Com relação ao mercado de laranja de mesa na semana passada, colaboradores do Cepea comentam que a procura aumentou ligeiramente. Assim, a média da pêra foi de R$ 8,41 a caixa, na árvore – o que indica um pequeno avanço de 1,4% em relação à média anterior.