Diante da oportunidade, a agricultora Terezinha Maria de Araújo, do Distrito Federal, aposta em uma novidade para aumentar os lucros: vender doces que podem ser servidos como sobremesa após a refeição dos alunos. Segundo ela, as geléias de pimenta e de gengibre, além dos doces de leite tradicional e com coco, são suas especialidades.
Há seis anos, quando ficou desempregada, Terezinha resolveu transformar um desejo antigo em trabalho. A agricultora se especializou e conseguiu o selo de qualidade e higiene da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal. Atualmente, o volume de doces fabricados por mês chega a 300kg.
Terezinha já está inscrita em um programa de aquisição de alimentos do governo federal e vai entregar 540kg de doces que serão distribuídos em iniciativas assistenciais. A meta agora é vender os produtos para a merenda das escolas públicas do Distrito Federal.
-Vou fazer um curso de diet e light em setembro para ver se eu consigo ao menos vender o doce light para a comunidade estudantil de Brasília – conta.
Desde 2009, as escolas públicas precisam investir 30% dos recursos destinados à merenda em produtos da agricultura familiar. A medida, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, tem ajudado a garantir a renda dos pequenos agricultores.
De acordo com o coordenador de apoio à comercialização do Ministério, Pedro Bavaresco, muitas vezes, os produtos eram vendidos para intermediários e, para alguns itens, sequer existia um mercado local.
– Com a novidade, os produtores passam a ter uma possibilidade de comercialização no próprio município ou no vizinho, fazendo com que isso contribua para dinamizar a economia local à medida que os recursos vão ficar circulando na própria região – explica Bavaresco.
Para comercializar produtos processados, é obrigatório ter o registro da Secretaria Estadual de Agricultura. O local de produção passa por inspeções que, dentre as principais exigências, levam em conta a higiene do estabelecimento.
Para o fiscal agropecuário da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Rômulo Pitangui Abdalla, o registro sanitário vai garantir que o produto está sendo feito de forma adequada, o que vai dar segurança à população que vai consumir.