No Aviso 232, dos mais de 12 milhões de quilos de uva ofertados, pouco mais de 2,6 milhões foram comercializados, representando um percentual de 21,87%. Já para os dois lotes do Aviso 233, com a oferta de 12,5 milhões de quilos, não houve interessados na compra.
Para o diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, o volume efetivado se deu em função do valor pago como prêmio ter sido muito baixo, variando de R$ 0,38 (para uvas híbridas e americanas) e R$ 0,36 (viníferas).
– As cooperativas ainda puderam participar com as uvas de mesa devido ao volume maior em estoque e em função do valor pago ser um pouco melhor do que foi pago para as viníferas. O ideal seria realizarmos a venda dos lotes antes da entrada de produtos da safra europeia no mercado – diz.
O diretor executivo do Ibravin, Carlos R. Paviani, sugere que os órgãos do governo federal responsáveis pelas políticas de redução de estoques – Conab e os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reavaliem os critérios estabelecidos para os leilões.
– O resultado desta operação poderia ser melhor se as indústrias também pudessem participar, já que elas também compram grande parte da matéria-prima da agricultura familiar. Isto contribuiria para o equilíbrio de toda cadeia produtiva – sugere.
O diretor executivo da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Darci Dani, afirma que a formatação do Pepro impede a participação das indústrias, sendo fator determinante para a pouca adesão às operações.
– O que vimos nesta edição do leilão foram cooperativas que se viram praticamente na obrigação de participar para poder receber a próxima safra, sem necessariamente serem beneficiadas com essa compra – desstaca.
O ano de 2013 iniciou com o maior volume estocado nos últimos sete anos, com 317,1 milhões de litros. Para 2014, a previsão é de começar o ano com 260,6 milhões de litros.
– Este volume ainda é bastante alto, mas essa diminuição nos estoques se deve à alta das vendas no mercado interno, pela diminuição de cerca de 12% no volume da safra e também à realização de leilões pelo Governo Federal – observa Paviani.