Nas operações desde setembro último, o governo gastou R$ 117,7 milhões com subsídios. Nos leilões de Pepro, foram arrematados prêmios para 25,7 milhões de caixas de laranja, ao custo de R$ 117,1 milhões, que foram pagos aos citricultores após a comprovação da venda e entrega da fruta in natura nas indústrias, ao preço mínimo de R$ 10,10/saca. Neste último leilão, o governo bancou R$ 5,14/caixa.
Fittipaldi
Os leilões de Pepro se destinam tanto a pequenos citricultores como a grandes produtores e cooperativas. O nome mais conhecido entre os contemplados é o do ex-piloto Emerson Fittipaldi, dono de uma fazenda em Araraquara (SP), que arrematou nos leilões da Conab prêmios para vender às indústrias 40 mil caixas de laranja pelo preço mínimo de R$ 10,10/caixa. Levando em conta os valores dos prêmios arrematados em dois leilões, o piloto recebeu cerca de R$ 150 mil em subsídios. A Cooperativa Agroindustrial de Holambra arrematou prêmios para vender 20 mil caixas e recebeu R$ 98,6 mil dos cofres públicos.
No leilão de Pepro desta quinta, a Conab negociou os prêmios para 3,2 milhões de caixas ofertadas em São Paulo e para apenas 11,1 mil caixas em Minas Gerais, onde foram ofertadas 60.350 caixas. O subsídio pago pelo governo foi R$ 5,15 em Minas Gerais e R$ 5,14 em São Paulo.
No leilão de Pep, comerciantes de São Paulo arremataram prêmios para escoamento de 100 mil caixas e vão receber R$ 7,13/caixa após comprovar o pagamento ao produtor de R$ 10,10/caixa. Mais uma vez, não houve demanda pelo Pep em Minas Gerais.
O Conselho Monetário Nacional decidiu na quarta, dia 12, que vai estender os leilões até o fim de março do próximo ano, véspera do início da colheita da próxima safra.