Conduzido por pesquisadores da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o levantamento foi realizado com responsáveis de 301 propriedades rurais das principais regiões agrícolas do Brasil, entre 10 de setembro e 13 de novembro de 2012. Questionários foram aplicados durante os seminários sobre Agricultura de Precisão, promovidos pelo Senar.
– Esse estudo desenvolvido pela Embrapa a partir do questionário aplicado durante os nossos seminários é de grande importância para o SENAR. Conhecendo melhor o perfil do produtor rural vamos atender de fato a demanda do setor. Vamos levar os cursos de capacitação aos produtores realmente interessados em agricultura de precisão – afirma o secretário-executivo do órgão, Daniel Klüppel Carrara.
O levantamento ainda apontou que o produtor rural leva em média quatro anos para adotar a técnica e que os principais produtos agrícolas cultivados com ferramentas de AP são soja e milho, seguidos pelas culturas do trigo e feijão. As propriedades variam de tamanho, de acordo com a região do país, sendo a menor acima de 250 ha no Sul e a maior, acima de 5.500 ha no Nordeste.
Para os organizadores da pesquisa, Ricardo Inamasu (pesquisador da Embrapa Instrumentação e coordenador da Rede de Agricultura de Precisão) e Alberto Bernardi (pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste), ainda que a amostragem possa ser considerada pequena, já traz informações relevantes para a condução de estudos sobre a técnica. O Brasil possui 5.204.130 estabelecimentos rurais, dos quais em torno de 83% (4.367.902 unidades de produção) pertencem à agricultura familiar. Outras pesquisas sobre o assunto foram realizadas anteriormente, mas com foco pontual em determinados estados.
Os dois pesquisadores afirmam que o levantamento mostrou que existe a percepção de que a adoção da AP pode aumentar a produtividade, o retorno econômico, a qualidade do produto e reduzir o impacto ambiental. Embora a sondagem tenha revelado que a AP está sendo empregada por grandes produtores, Inamasu acredita que é um equívoco considerar que o sistema é destinado só a esse grupo.
A convenção será aberta pelo diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Embrapa, Ladislau Martin Neto. O seminário é gratuito e aberto ao público. Os interessados em participar devem enviar mensagem para o endereço [email protected].