Segundo os organizadores, os representantes da categoria foram escolhidos durante um processo nacional que resultou em mais de 90 reuniões estaduais e regionais. A partir da análise das conquistas e mudanças socioeconômicas dos últimos anos e do debate das atuais necessidades e principais dificuldades da categoria, os delegados deverão traçar as metas do movimento para os próximos anos, fortalecendo a luta da classe trabalhadora rural.
Na terça, dia 5, o coordenador executivo da organização não governamental Action Aid Brasil, Adriano Campolina, fará uma análise sobre os principais desafios para a implementação do Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (Padrss), uma das bandeiras da confederação para se contrapor ao modelo hegemônico de desenvolvimento agrícola hoje praticado no país, fundamentado no agrobusiness.
Além dos debates e da formulação de propostas para fortalecer a agricultura familiar; assegurar a preservação do meio ambiente, promover a reforma agrária e a segurança alimentar, o congresso contará ainda com uma série de atividades extras.
Na quarta, dia 6, será lançado o livro Retrato da Repressão Política Campo Brasil 1962-1985, com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário. No mesmo dia, está prevista para as 10h30 a realização de uma marcha em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho.
Na quinta, dia 7, será promovido um ato em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março. Na sexta, dia 8, haverá a eleição da nova diretoria e do conselho fiscal da Contag. Apenas uma chapa, encabeçada pelo atual presidente da confederação, Alberto Ercílio Broch, se inscreveu para disputar a eleição.