Mapa prepara programa nacional para combate à mosca das frutas

A espécie é uma das pragas que mais afetam a fruticultura no BrasilUma das principais pragas da fruticultura brasileira, a mosca das frutas, deverá ser combatida por meio de um programa nacional, que está em elaboração pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSV/Mapa). 

O objetivo é integrar as iniciativas já existentes para o controle, a erradicação e a vigilância de diversas espécies de mosca das frutas, como também o fomento de novas estratégias, de forma a elevar a qualidade da produção nacional e ampliar os mercados exportadores.

– Este ano será de discussão técnica para criarmos um grupo de especialistas que funcionará como apoio às estratégias e eixos definidos. Para a sanidade vegetal, a mosca das frutas equivale à febre aftosa em termos de preocupação – diz Luis Rangel, diretor do DSV.

De acordo com Rangel, para um bom desempenho do programa, os Sistemas de Mitigação de Risco (SMRs), já instalados para exportação; o uso e a ampliação de áreas de proteção fitossanitária (armadilhas, iscas e controle biológico) e as ações de erradicação de pragas relevantes devem estar alinhados com a coordenação de estratégias pelo Mapa.

O programa nacional fortalecerá produtores de manga, uva, mamão, melão e outras cucurbitáceas que são conduzidas em propriedades rurais médias e pequenas, para o mercado de exportação e nacional. 

– Estas ações devem contar necessariamente com a participação efetiva do setor privado interessado no processo e da continuidade do programa, investindo principalmente na educação fitossanitária – afirma Rangel.

Prejuízos

A mosca das frutas é uma das pragas que mais afetam a fruticultura no Brasil, por se alimentar da polpa dos frutos e possuir muitos hospedeiros.

O DSV estima que os prejuízos com a praga girem em torno de R$ 180 milhões. Anualmente, são gastos cerca de R$ 6 milhões só para manter uma das espécies sob controle, a mosca da carambola, restrita aos Estados de Amapá e Roraima.