— Essas substituições são naturais. Vamos tentar, na próxima semana, equilibrar um pouco essa situação (na base aliada), que pode ocasionar, inclusive, a postergação das discussões — disse.
— Temos uma divergência entre o governo e a base, da base com a oposição, no que diz respeito à votação do novo Código Florestal. Todo o esforço que vamos fazer até a próxima semana é no sentido de chegar a um acordo em relação ao Código Florestal que permita estabelecer um processo de discussão e votação — completou Maia.
O presidente da Câmara reconheceu que as derrotas que o governo sofreu na quarta, dia 21, nas comissões são resultado da desarticulação da base aliada.
— Quando não se tem acordo de um ponto importante, que é o novo Código Florestal e onde há uma vontade de parcela significativa dos deputados em votar a matéria, é obvio que isso vai em cadeia tomando conta de todos os debates e discussões na Casa — explicou.
Na quarta, com apoio de vários partidos da base aliada, a votação do projeto da Lei Geral da Copa foi mais uma vez adiada. As legendas governistas entraram em obstrução logo na votação do primeiro requerimento da oposição que pedia a retirada de pauta da Lei Geral da Copa. Com a obstrução, não se alcançou quórum suficiente para a votação do requerimento, o que levou o presidente da Câmara a encerrar a sessão.
A obstrução ocorreu, principalmente, porque esses partidos querem atrelar a definição sobre o projeto da Lei Geral da Copa à votação do novo Código Florestal. As legendas exigem que Marco Maia marque a data para a votação do Código e se comprometa a colocá-lo em votação na data marcada para que eles possam então votar a Lei da Copa.