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– Hoje temos cerca de seis vírus atacando a melancia e as cucurbitáceas em geral. A Explorer tem maior resistência ao vírus do mosaico da melancia e ao vírus do mosaico amarelo da abobrinha – explica.
Segundo ele, essa variedade reduz as perdas dos produtores no campo, quando a virose se instala.
– Em comparação a outros materiais que hoje estão sendo comercializados no mercado, ela realmente oferece uma condição de diminuição das perdas com ataque de virose. A Explorer é em média 10% a 20% mais produtiva, numa condição de virose – afirma.
Cleto conta que as viroses são transmitidas principalmente por dois insetos, os pulgões e os tripes.
– Os produtores precisam fazer o controle desses vetores. Caso a virose atinja a área, é preciso eliminar as plantas que estão com sintomas e evitar plantios escalonados – aconselha.
Cultivo
De acordo com o especialista, durante o plantio, pode se usar o mesmo espaçamento que o produtor utiliza para as demais variedades híbridas, já que a Explorer não exige nenhum cuidado a mais.
Cleto ressalta que a variedade apresenta um potencial produtivo muito bom. Ele alerta, no entanto, que, para que ela possa alcançar todo o seu potencial, não deve faltar água e nutrientes.
Adaptação
Os resultados alcançados pela Explorer em diversas localidades onde foram introduzidas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e região Nordeste – foram muito positivos, segundo o profissional.
– Em todos esses locais ela apresentou uma ótima produtividade, uma boa adaptação, então acredito que é uma melancia que pode ser plantada no Brasil todo.
Safra
O ciclo da melancia, do semeio à colheita, varia de 55 a 58 dias no Nordeste, e tem média de 75 a 80 dias em São Paulo. Cleto comenta que quanto mais quente o clima, mais rápido é realizado o ciclo da fruta.
Conforme o especialista, o pós-colheita é um elemento muito importante da variedade.
– A Explorer se mostra boa no pós-colheita, por aguentar bem o transporte, chegando ao destino final intacta – diz.