
O mercado de fertilizantes deve se recuperar em 2016 com a perspectiva de mais uma safra recorde, segundo o presidente da Fertilizantes Heringer, Dalton Heringer. A declaração foi feita na sexta, dia 11, durante teleconferência com investidores sobre os resultados do quarto trimestre de 2015 e do ano consolidado. “O mercado de fertilizantes deve crescer em torno de 3% este ano, para 31 milhões de toneladas entregues”, declarou Heringer.
Em 2015, a companhia viu sua participação no mercado cair para 16,3%, ante 17,1% em 2014. As entregas da empresa no quarto trimestre do ano passado recuaram de forma mais expressiva em comparação com o mercado de adubos, 22,9%, ante recuo de 7,1% das entregas do setor como um todo.
Uma das razões apontadas foi o fato de a empresa ter maior diversificação de entregas por cultura que o mercado em geral e de o setor de café, que responde por 14% das vendas da empresa, ter enfrentado estiagens que comprometeram a produção. Enquanto o setor de soja responde por 43% das vendas de fertilizantes no mercado brasileiro, no caso da Fertilizantes Heringer este percentual cai para 23%.
“Caímos mais que o mercado no quarto trimestre de 2015 porque tivemos impacto negativo de secas em regiões produtoras de café, cultura com maior participação no nosso negócio do que para o mercado em geral”, explicou Dalton Heringer
Ontem, a empresa divulgou seu balanço de resultados, informando que registrou lucro líquido de R$ 53,780 milhões no quarto trimestre de 2015, revertendo o prejuízo de R$ 21,7 milhões verificado no mesmo período de 2014. A receita líquida também aumentou 6%, para R$ 6,308 bilhões, em virtude da desvalorização do real em relação ao dólar e apesar da queda dos preços no mercado internacional das matérias primas de fertilizantes.
A companhia também conseguiu reduzir sua dívida em real em R$ 425 milhões, para R$ 1,659 bilhão, e em dólares de US$ 99 milhões, para US$ 425 milhões. A dívida em real, contudo, ainda é maior que ao fim de 2014, quando somava R$ 1,332 bilhão.
Em relação ao crédito, Heringer disse que a empresa adotou uma “política bastante conservadora nos créditos e que pretende continuar mantendo uma política bastante espartana”, afirmou.