FINANCIAMENTO

Ministério da Agricultura estuda nova linha de crédito para cooperativas com BNDES

A ideia é fornecer mais recursos às cooperativas para investimento agroindustrial a longo prazo a juros mais atrativos que o atual

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Foto: Agência Brasil

O Ministério da Agricultura estuda a criação de uma linha de crédito para cooperativas do agronegócio junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A modalidade de financiamento foi debatida em reunião na terça-feira, 30, entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além da diretoria do banco e de representantes de cooperativas, informou a pasta em nota.

A ideia é fornecer mais recursos às cooperativas para investimento agroindustrial a longo prazo a juros mais atrativos que o atual do mercado e período extenso para pagamento.

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin, disse à reportagem que a linha é direcionada a investimentos agroindustriais das cooperativas, o que inclui fiação, indústria de etanol de milho, indústria de produção de carnes e lácteos.

“Uma possibilidade levantada é o Fundo Clima poder financiar juros de etanol com juros de 7,15% ao ano em reais (6,15% de juros e 1 ponto porcentual de spread bancário). Vamos reunir a área técnica do banco com cooperativas para mostrar as possibilidades. Outra alternativa é o financiamento com recursos internacionais – chinês ou japonês – para estruturação de outros fundos”, afirmou Augustin à reportagem.

Segundo ele, 15 cooperativas de Estados como Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais participaram do encontro. “Primeiro, ampliaremos o acesso de linhas já disponíveis do BNDES e veremos se há necessidade de ajustes ou de criação de outras linhas”, afirmou.

Fávaro disse ainda, na nota da pasta, que a iniciativa visa à agroindustrialização e à verticalização da produção agropecuária a cooperativas de porte médio que buscam financiamentos mais atrativos.

“Apresentamos ao BNDES cooperativas de produtores muito organizados com capacidade de gestão excepcional que se juntaram em cooperativas para ganhar escala e agora estão vocacionados a verticalizar a produção, quer seja com etanol de milho, fiação de algodão, industrialização de leite, de derivados, e que esperam do banco o amparo para financiamentos atrativos para isso”, relatou o ministro.

Mercadante, do BNDES, afirmou que o banco está comprometido com o desenvolvimento do agronegócio. “É fundamental para o País fortalecer o cooperativismo”, pontuou na nota.