O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), calcula que o percentual de aumento dos produtos ainda não é forte.
– Eu acredito que na faixa de 2% a 3%, 5%, talvez para os fertilizantes com concentração um pouco mais elevada de produtos, com dependência maior de importação. Não acredito que seja algo tão expressivo no curto prazo – avalia Roberto Levreiro, presidente da Abisolo.
A indústria de fertilizantes especiais cresceu 15% nos últimos três anos, atingindo faturamento bruto anual de R$ 2 bilhões. A produção foi de quase 200 milhões de litros em 2012 e a perspectiva é de que o segmento dobre a quantidade comercializada em duas décadas, chegando a mais de 280 milhões de litros. Além do aumento do número de aplicações, os empresários querem ganhar novos mercados, como o da pecuária.
– A pastagem hoje já fala na aplicação de adubos foliares. É uma cultura que tem um grau de adoção muito baixo e uma área enorme de plantio no Brasil. Claro que eu estou falando da pastagem de alta tecnologia, que já visa a adubação foliar como ganho de produtividade para o seu rebanho – diz Franco Borsari, consultor do BBAgro Global.