Ministro da Agricultura é questionado sobre o CAR e o pedido de suspensão do registro de nove agroquímicos

Parlamentares da Frente Agropecuária se reuniram com Geller nesta terça para debater os assuntosEm Brasília, o ministro da Agricultura, Neri Geller, se reuniu nesta terça, dia 25, com os Parlamentares da Frente Agropecuária. Na pauta, além das demandas já conhecidas do setor, eles discutiram a demora na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o pedido de suspensão de oito agrotóxicos registrados e em uso no Brasil.

Geller afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo das duas ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) pedindo a suspensão do registro de nove agroquímicos, entre eles o glifosato, um dos mais utilizados nas lavouras de soja e milho.

– Eu não tenho o conteúdo disso em mãos. A minha equipe técnica do Sistema de Defesa Agropecuária (DAS) está analisando e em seguida nós vamos nos posicionar – salienta Geller.

Os deputados da Frente Parlamentar afirmaram que são contra a suspensão dos defensivos e garantem que os produtos em questão são seguros.

– Os defensivos agrícolas são necessários para a sobrevivência da agricultura de larga escala. Estamos usando moléculas já testadas em outros países do mundo – diz o deputado Giovani Queiroz (PDT).

Durante o encontro, o primeiro com o novo ministro, os parlamentares questionaram a demora na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural. Geller afirmou que as questões jurídicas, como a cobrança de multas, estão sendo analisadas e prometeu uma resposta já na próxima semana.

– As multas provem de áreas consolidadas que tinham, antes de 1996, uma legislação e depois da Medida Provisória, teve outra. Estamos analisando ainda tecnicamente. Lógico, assumi essa semana, irei me reunir com os secretários e a partir da semana que vem, vou dar fluxo a essa demanda – destaca o ministro.

– Nós não estamos pedindo nenhum perdão de divida contraído por lesão de patrimônio. A lei retroage para beneficiar e é só isso que queremos. Não queremos que sejam penalizados aqueles que tenham operacionalizado as suas ações no campo num período que hoje a lei reconhece como normal – conclui Queiroz.

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