Na pauta do movimento de pequenos agricultores, as reivindicações principais são: novas políticas públicas de fomento à produção e a desburocartização dos programas oferecidos pelo governo federal, principalmente os de crédito rural.
– Queremos o que chamamos de “desbancarização”, que é sair dos Acordos de Basileia, que foram os acordos que os bancos fizeram para impor uma série de regras e que dificultam o acesso aos mais pobres – diz o coordenador do Movimento dos Pequenos Agricultores, Anderson Amaro.
Já a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), quer que o governo regularize os assentamentos e as propriedades que estão em terras devolutas, além de dar atenção especial a questão da demarcação de terras indígenas.
– O que nós estamos pedindo para o governo é uma tratativa diferenciada a essas realidades. Justamento por se tratar de agricultores familiares que compraram há quatro gerações as suas propriedades e, hoje, estão estabelecidos e não podem ser retirados dessas terras sem garantia nenhuma – destaca o coordenador geral da Fetraf, Marcos Rochinski.
O ministro do Desenvolvimento Agrário afirmou que as propostas vão ser analisadas pelos secretários. Rossetto prometeu uma resposta até o final do mês.
– Abril e maio são dois meses de avaliação dos programas públicos, construção de programas e de expansão dos programas do governo federal em apoio a produção. A minha expectativa é que no final do mês de abril respondermos com as posições do governo a Fetrav e aos demais movimentos – diz Rossetto.
Representantes do Movimento dos Sem Terra (MST) também foram recebidos por Rossetto e pediram que o governo federal defina agilize o acesso ao crédito e amplie a meta de assentamento de 2014 que é de 30 mil famílias.
– Nós temos o compromisso de trabalharmos com maior eficiência possível, com todos os recursos para assegurarmos ao máximo o número de assentados no nosso país. 30 mil é uma referência forte de trabalho e provavelmente vamos chegar nesse patamar – afirma Rosseto.