O grupo entregou uma pauta de reivindicações para o governo. A manifestação faz parte do chamado Abril Vermelho, que lembra o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, ocorrido em 1996. No confronto com a Polícia Militar, 21 trabalhadores rurais foram mortos.
– Estamos pactuando uma metodologia de reuniões ao longo do mês de maio para definirmos ações concretas, Estado por Estado, dentro da capacidade operacional que o Instituto tem de agir a gente vai pactuar metas – afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
O presidente do Incra, Carlos Guedes, afirmou que uma das metas da entidade é conseguir destravar na Justiça os processos de desapropriação de terras que estão sob questionamento jurídico.
– São mais de 500 imóveis com área de um milhão de hectares, que pode beneficiar 30 mil famílias, que estão tramitando dentro do Incra em fase adiantada para criar o assentamento, porém metade desses imóveis estão parados na Justiça – disse.
De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em 45 dias, o movimento deve ser recebido pela presidente Dilma Rousseff.
– Eles vão tratar aqui MDA/Incra os temas mais ligados à obtenção e assistência técnica. Coisas de responsabilidade do MDA e outros temas, no que diz respeito à educação, saúde, cultura, enfim, ao longo da Esplanada. Nós, em 45 dias, vamos trabalhar essa pauta juntos aos outros ministérios e a expectativa é que a presidenta, ao final desses 45 dias, os receba para dar uma resposta definitiva.
O MST promete intensificar a pressão nos próximos dias.
– Essas intenções, essa disposição do governo precisa ser traduzida em ações concretas. Por isso, o movimento vai continuar mobilizado. Nós iremos fortalecer o acampamento aqui em Brasília a partir da semana que vem, várias caravanas dos Estados virão para cá e a nossa pressão aqui em Brasília e nos Estados vai continuar – garante o coordenador nacional do movimento, José Valdir.