Ex-secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Geller afirmou que o reforço ao Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2014/2015 está entre as prioridades na gestão à frente da pasta.
– Reconheço os avanços do governo no plano atual e acredito que ainda há espaço para desenvolver algumas modalidades, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Além disso, é preciso reforçar a Política de Garantia de Preços Mínimos. Vou tratar destes temas como prioritários junto à equipe econômica – destacou Geller.
– Além da liberação, quero dar mais agilidade aos defensivos agrícolas. Temos outro grande passo a dar, que é a questão da infraestrutura, de destravar alguns projetos que estão complicando o escoamento da produção – acrescentou o novo ministro, que também pretende dar atenção especial a culturas de maior risco, como uva e laranja.
– Ele conhece o setor rural do país, especialmente o do Centro-Oeste. Tenho certeza que o ministro conduzirá nossa agricultura a novos recordes de produção – afirmou Dilma Rousseff.
A repercurssão do novo ministro foi positiva no setor. O presidente da Famato, Rui Prado, lembra que Geller “já conhece os caminhos do governo” e acredita que ele “tem todas as condições de desempenhar um belo papel para o Brasil na agropecuária”.
Glauber Silveira, presidente da Aprosoja Brasil, considera que, como secretário, Geller acumulou consquistas.
– A gente esperava realmente que o ministério tivesse um produtor, um produtor que entende as necessidades do setor.
Já os fiscais federais agropecuários, que na gestão de Antônio Andrade protestaram contra nomeações políticas e não-técnicas, mantêm a mesma bandeira.
– Os encadeamentos continuarãos os mesmos, nós somos contra a ocupação de cargos de natureza técnica. A gente entende que deva haver um componenete político, ninguém vive sem política, mas tem que ter um conhecimento técnico, inclusive para administração do ministro – considerou o presidente do Sindicato Nacional de Fiscais Federais Agropecuários, Wilson Roberto de Sá.
Ministério do Desenvolvimento Agrário
O petista Miguel Rossetto (PT), também gaúcho, retorna ao Desenvolvimento Agrário 10 anos depois de ter participado da implantação do ministério, em 2003. Ele comemora o crescimento do crédito para a agricultura familiar, oferecido pelo Pronaf, que passou de R$ 2 bilhões para R$ 20 bilhões em 2013. Rossetto assume no lugar de Pepe Vargas, que volta para a Câmara dos Deputados.
– Quero dar continuidade com qualidade e quantidade. A reforma agrária, para nós, traduz um conceito muito forte: terras que podem produzir para homens e mulheres que querem produzir. Com essa orientação vamos continuar nesse programa.
Rossetto volta para o comando também com o apoio dos movimentos sociais. A expectativa é de que a experiência dele seja decisiva para dar fôlego às políticas voltadas para o campo no último ano do governo.
– Nossa avaliação é bastante positiva, animadora, considerando que o ministro já foi gestor do Ministério do Desenvolvimento Agrário no primeiro governo do presidente Lula. Foi na sua gestão que aconteceu os maiores avanços de política pública para o campo. Ele abriu o canal de diálogo como os movimentos sociais – opina o secretário de Política Agrícola da Contag, David Wylkerson.
Rossetto disse que está se atualizando sobre os programas do ministério e que, no encontro com os líderes dos movimentos, quer “escutá-los”, já que pretende dar mais oportunidades aos trabalhadores que eles representam.
No mês passado, durante congresso realizado em Brasília, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reclamou do ritmo lento da reforma agrária no país.
O ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) tem agora como titular o senador Eduardo Lopes (PRB).
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