• Subvenção ao produtor chega em boa hora, diz Câmara Setorial
O produtor João Ricardo Ivers pensa em largar a citricultura se a situação não melhorar. Segundo ele, são muitos problemas com pragas, doenças e custos altos. Além disso, o preço remunera cada vez pior a atividade.
– A gente não sabe aonde vai chegar. O que a gente está vendo no setor, são muitas pessoas saindo fora dele. Porque não tem condições de ficar sem margem nenhuma de lucratividade – alerta.
Ivers tem uma dívida renegociada de R$ 250 mil e lamenta que o valor devido cresce a cada ano. O produtor não conseguiu participar do leilão de Pepro, realizado na semana passada, porque teve pouco tempo para preparar a documentação. Ele espera por um próximo edital de leilão para conseguir o dinheiro do governo, mas apesar de achar que o Pepro ajuda o citricultor, reclama da quantidade máxima de fruta que pode ser subsidiada.
– É uma ajuda muito mínima. Principalmente este ano, estamos limitados a dez mil caixas por produtor – diz.
Na reunião, o secretário de Política Agrícola do Mapa afirmou que vai avaliar a possibilidade de mais recursos para os leilões de Pepro. Por enquanto, vão ser destinados R$ 50 milhões para o setor.
– A gente já estuda um próximo leilão pra esse mês. Estamos terminando de fazer esse aviso. Vai ter um próximo leilão com um volume maior, de três milhões de caixas. E vamos seguir com os programas de leilões durante os meses de agosto e setembro – garantiu Seneri Paludo.
O endividamento dos citricultores paulistas passa de R$ 1 bilhão. O setor pede maiores prazos para o pagamento.
– Dez anos para pagar, com juros de 3% ao ano, bônus de adimplência, nos modelos de uma securitização. Isso foi contestado, mas nós queremos negociar dentro de uma proposta que seja aceitável – fala o presidente da Associtrus, Flávio Viegas.
Novas reuniões são esperadas para as próximas semanas.
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