– A festa para o produtor é uma vitrine. É um modo de expor o produto e vender. Também saem muitos negócios da feira, internos e externos. A vantagem é do consumidor, que come uma fruta colhida no dia – diz.
Valinhos é considerada a Capital do Figo Roxo, com a maior produção do Brasil. São seis mil toneladas por ano. O cultivo da fruta foi introduzido na região por imigrantes italianos e se adaptou bem ao clima. Conforme o prefeito do município, Moysés Antonio Moyés, atualmente, 92 produtores familiares vivem da atividade, que atende tanto o mercado interno, quanto o externo.
– O figo tem uma importância não só financeira, mas cultural, graça às chácaras que nós temos. Se você andar em Valinhos, não vai encontrar favela. Então, esse pessoal está sendo absorvido pelas chácaras – afirma.
Durante a feira é realizado um concurso para premiar as melhores frutas da região. O primeiro e o segundo lugar deste ano foram conquistados pelo produtor Aparecido Florian, que comemora o resultado.
– Graças a Deus, esse ano fui premiado na feira em primeiro e segundo lugar e na classificação geral estou em segundo. Então, vamos ver. A disputa vai ser no sábado que vem. Vamos ver no que vai dar – vibra.
Ele relata que colhe cerca de 15 mil caixas de figos por ano em sua propriedade, de pouco mais de um hectare.
– Para mim, é muito gratificante. A gente gosta, sempre viveu disso. Então, lutamos para conseguir uma fruta cada vez melhor. O prazer do produtor é conseguir uma fruta cada vez mais bonita – salienta.