Organizadores da Festa do Figo estimam venda de 175 toneladas do fruto

Evento ocorre em Valinhos, São Paulo, e deve receber cerca de 400 mil visitantes até o próximo domingoProdutores de figo do município de Valinhos, em São Paulo, comemoram a boa safra do fruto, do qual grande parte será destinada à Festa do Figo e Expogoiaba. O tradicional evento, que encerra no próximo domingo, dia 29, é encarado como oportunidade de negócios para os agricultores. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Valinhos, Alci Roberto Previtale, a estimativa é de que sejam comercializadas 175 toneladas do produto na edição deste ano. A mostra deve receber cerca de 400 mil pessoas, que

– A festa para o produtor é uma vitrine. É um modo de expor o produto e vender. Também saem muitos negócios da feira, internos e externos. A vantagem é do consumidor, que come uma fruta colhida no dia – diz.

Valinhos é considerada a Capital do Figo Roxo, com a maior produção do Brasil. São seis mil toneladas por ano. O cultivo da fruta foi introduzido na região por imigrantes italianos e se adaptou bem ao clima. Conforme o prefeito do município, Moysés Antonio Moyés, atualmente, 92 produtores familiares vivem da atividade, que atende tanto o mercado interno, quanto o externo.

– O figo tem uma importância não só financeira, mas cultural, graça às chácaras que nós temos. Se você andar em Valinhos, não vai encontrar favela. Então, esse pessoal está sendo absorvido pelas chácaras – afirma.

Durante a feira é realizado um concurso para premiar as melhores frutas da região. O primeiro e o segundo lugar deste ano foram conquistados pelo produtor Aparecido Florian, que comemora o resultado.

– Graças a Deus, esse ano fui premiado na feira em primeiro e segundo lugar e na classificação geral estou em segundo. Então, vamos ver. A disputa vai ser no sábado que vem. Vamos ver no que vai dar – vibra.

Ele relata que colhe cerca de 15 mil caixas de figos por ano em sua propriedade, de pouco mais de um hectare.

– Para mim, é muito gratificante. A gente gosta, sempre viveu disso. Então, lutamos para conseguir uma fruta cada vez melhor. O prazer do produtor é conseguir uma fruta cada vez mais bonita – salienta.