Pequenos produtores de cacau fecham acordo de R$ 1 milhão com indústria de chocolates finos

Acordo prevê que 150 toneladas produzidas em São Félix do Xingu sejam entregues ao longo da safraUm grupo de pequenos produtores de cacau de São Félix do Xingu, no Pará, embarcará até o mês de outubro o equivalente a uma carga de cento e cinquenta toneladas do produto para a Indústria Brasileira do Cacau - IBC, localizada no interior paulista. O acordo comercial de R$ 1 milhão é apenas o primeiro de uma série de negócios que os agricultores da região devem fechar com a indústria de chocolates finos.

No ano passado, a pedido do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), o cacau da região de São Félix passou pelo crivo de testes profissionais, entre eles o da Indústria Brasileira de Cacau – IBC e da Cacau Show. Aprovado como um cacau de Tipo 1 – destinado à fabricação de chocolates finos -, o produto ganhou ainda mais destaque na vitrine nacional e internacional.

Com sistemas de produção conhecidos como agrofloresta, as árvores do cacau são plantadas à sombra de outras espécies e ajudam a recuperar áreas degradadas já que o cacau recompõe a paisagem nativa e favorece a regeneração da floresta.
Atualmente, Marcos Nachtergaele coordena o apoio aos agricultores familiares na recomposição das matas ciliares, áreas florestais, reservas legais e auxilia na interpretação do novo Código Florestal, para que os proprietários possam se adequar ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).  O especialista acredita que a organização das famílias em cooperativas, a adequação socioambiental das propriedades e o domínio de tecnologias apropriadas ao manejo do cacau fazem com que os pequenos produtores sintam-se motivados a permanecer nas áreas rurais, criando condições para o surgimento de cadeias produtivas sustentáveis.

– O importante dessa iniciativa é a estratégia de ganha – ganha. Fizemos a aproximação de uma cooperativa de agricultores familiares interessados na agregação de valor do seu cacau junto com uma empresa focada na produção de matéria prima para chocolates, gerando ganhos a todos os elos da cadeia – destaca Eduardo Trevisan Gonçalves, da área de Projetos de Mercados Agrícolas, do Imaflora.

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