O projeto teve investimentos de mais de R$ 120 mil, feitos pela Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Estado. O estudo foi executado pelo Polo de Inovação Tecnológico da Serra, sob a responsabilidade da Universidade de Caxias do Sul e pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária. O coordenador do programa, Jaime Luis Lovatel, explica que os produtores já estão fazendo a transição para estas novas variedades.
— Eles já passaram a dividir a produção, do tomate mais trabalhado, produzido e o outro mais rasteiro. Os agricultores conseguem fazer as duas produções, uma mais trabalhada, com um tomate maior e outra com o tomate menor e mais resistente às doenças do que os tradicionais — salienta.
Aliada a tecnologia aplicada no manejo e cuidados fitossanitários, a produção pode chegar a 130 mil quilos por hectare, o dobro alcançado na produção tradicional do tomate tipo salada. Além disso, o estudo assinalou que o tomate tipo indústria, contém menos sementes e mais polpa. O projeto mapeou, ainda, as principais regiões propícias para o cultivo do fruto, sendo a região nordeste do Estado, a mais indicada.