No momento, a equipe de pesquisadores formada por Carlos Antonio, José Egidio Flori e José Mauro da Cunha e Castro, segue monitorando a resistência desse material em propriedades com histórico de elevada incidência de nematoide: cinco no vale do rio São Francisco e três no município de São João da Barra, no Rio de Janeiro.
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– Buscamos uma técnica ainda não tentada pelos vários grupos de pesquisa empenhados, em todo o país, na superação desse grave problema fitossanitário, responsável por dizimar mais de 50% da área cultivada com goiaba nas áreas irrigadas de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) – afirma.
Segundo o pesquisador, a avaliação desses materiais já no ano de 2009, mostrou que todos os tipos de goiabeira eram suscetíveis ao nematoide, enquanto plantas de araçazeiros eram resistentes. O híbrido de Psidium (goiabeira x araçazeiro) possui 50% do genoma de goiabeira, minimizando a incompatibilidade, entre as quais o baixo porte do araçazeiro. O híbrido apresenta ainda planta de grande vigor, conhecido como vigor de heterose, que o torna ideal para ser usado como porta enxerto.
Para surpresa da equipe, plantas de um dos cruzamentos apresentaram resistência em testes de casa de vegetação já na primeira geração, sugerindo que a resistência é de herança simples. No entanto, dos 1.200 cruzamentos feitos na primeira fase da pesquisa apenas cinco mostraram uma maior resistência. Um deles, porém, resultou no híbrido que está sendo testado em áreas de plantios comerciais.
– Os agricultores estão muito próximos de virar a página que desde os anos 90 registra um recuo de mais de 50% na área de plantio com goiaba, que reduziu mais de 7 mil postos de trabalho e causou prejuízos de mais de R$ 200 milhões. O controle genético, como o que estamos apresentando, é superior a todos os outros métodos, pois não implica em gastos recorrentes em insumos para cultivo da goiabeira – explica o pesquisador da Embrapa.