– Isso é um preparativo do que pode ocorrer no dia 2 de julho, caso a Codesp não implante o cargo de salários. Vamos assinar um documento para o aumento. Num primeiro momento, a Codesp alegava que o Ministério do Planejamento não autorizava, mas já estamos junto com o governo federal e com o aval. A Codesp está agindo de forma lenta, amadora, protelando, não dando atenção para a categoria – afirmou o presidente dos Empregados da Aministração Portuária, Everandy Cirino dos Santos.
O presidente do sindicato esteve em Brasília, na semana passada, para uma reunião sobre o novo plano de cargos e o realinhamento salarial da Codesp com o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guerra. Segundo o sindicato, a Codesp precisa apenas apresentar a evolução da folha de pagamento, o controle e a justificativa do número de horas extras.
Em Santos, os manifestantes gritavam pedindo agilidade. Guardas portuários reforçaram a segurança na entrada da companhia. O sindicato já deu prazo para que a Codesp se manifeste.
– Nós estamos forçando a Codesp com esse ato para agilizar o processo até o dia 2 de julho. Caso isso não aconteça, podemos fazer uma greve ou ocupar as dependências da empresa – acrescenta Santos.
A Codesp informou que a direção vai fazer uma reunião para discutir as propostas apresentadas pelos manifestantes.