Prazo para entrega do relatório do greening em São Paulo acaba em 15 de janeiro

Até esta terça, dia 10, pouco mais de 40% dos relatórios haviam sido entreguesEncerra no próximo domingo, dia 15, o prazo para entrega dos relatórios de inspeção sobre o greening em São Paulo. Muitos produtores estão com dificuldade de preencher o relatório. Em algumas regiões a situação é preocupante. Até esta terça, dia 10, pouco mais de 40% dos documentos haviam sido entregues.

O produtor de citrus do município de Jarinú, em São Paulo, Sérgio Ferrara, afirma não ter conseguido preencher sozinho o relatório. E resolveu buscar auxílio na Casa da Agricultura.

– Pedi ajuda por causa do sistema, está meio difícil de entrar nas telas – conta.

– Houve alguma mudança, o relatório não é tão fácil de se fazer como o anterior. Os produtores estão tendo dificuldade – explica o engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), José Braga.

A alteração no sistema de preenchimento vem sendo um obstáculo para os produtores da região. Dos 33 produtores de Jarinú, apenas três entregaram o relatório. Entretanto, esta não é a principal preocupação na Cati. Os esforços se concentram na conscientização em relação à doença.

– A maior preocupação é da conscientização do produtor em fazer as vistorias de campo para ver se há a incidência da doença. Ele precisa estar atento no controle das propriedades vizinhas ou até de uma região inteira. Não adianta você pulverizar a sua cultura se o vizinho não faz – relata Braga.

O greening é uma bactéria transmitida pelo psilídeo, inseto vetor da doença que afeta a laranja, o limão e a tangerina, deixando as folhas amareladas e mosqueadas. Uma vez doente, o pé deve ser erradicado para que não contamine as plantas sadias. O combate passa pelo uso de novas mudas, inspeções constantes e controle do inseto vetor através de pulverizações.

De acordo com o levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a doença contamina quase 4% das plantas nos pomares do Estado. Nos talhões, a contaminação ultrapassa 50%.

Em Jarinú, não há confirmação de greening, mas o agrônomo da Defesa Agropecuária, Jairo Tcatchenco, reforça a importância do preenchimento do relatório.

– É super importante para dimensionarmos com a evolução da doença dentro do Estado de São Paulo, se está aumentando, se está diminuindo. Produtores que já tenham erradicado a doença, que não tenham mais pés de citrus na propriedade e que entregaram o relatório no semestre passado, devem fazer novamente, zerando as plantas e dizendo o motivo pelo qual erradicou – afirma.

O agrônomo afirma que o produtor que não entregar o relatório estará sujeito a pagar uma multa. O valor vai de 100 a 500 UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo). O relatório de inspeção sobre o greening pode ser preenchido no site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.