— O preço do cigarro já é alto. Com o preço mínimo, e dependendo do comportamento do consumidor e do varejo, esperamos que haja espaço para o aumento do mercado legal — afirmou, em entrevista a jornalistas nesta terça, dia 24, após a apresentação de uma campanha da empresa.
Em relação à eficácia do preço mínimo, o executivo destacou que vai depender também da fiscalização. Ele disse que a própria empresa vai monitorar a implementação da lei.
— Acreditamos que possa ser uma oportunidade de redução da parcela do cigarro ilegal — afirmou.
A empresa vai investir R$ 5 milhões na comunicação da lei ao varejo. A estimativa é que cerca de 28% dos cigarros consumidos no Brasil sejam ilegais, por meio de contrabando ou sonegação de tributos.
Sobre o consumo de cigarros no mercado, ele disse acreditar que o aumento de preço vá causar impacto sobre as vendas, mas não deu detalhes do porcentual. Apenas a Souza Cruz elevou os preços de seus produtos em até 24%. Esses aumentos, disse o executivo, contemplam aumento de custos, carga tributária e reposicionamento de marcas.
— Achamos que a alta dos preços vai reduzir o consumo — afirmou.
Martini destacou que a aposta da empresa é no crescimento das marcas premium, com preço médio mais elevado, como a Dunhill, Free e Lucky Strike.
— O nosso mix de produtos continua melhorando, aproveitando o crescimento da renda do consumidor — afirmou. “O consumidor está privilegiando as marcas premium — complementou. A menor faixa de preços dos cigarros vendidos pela Souza Cruz é a da marca Derby, de R$ 4,25.