>>Preço mínimo da laranja é prorrogado até março
O setor reclama que o governo federal ainda não atendeu as principais solicitações que foram apresentadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no mês passado. De acordo com o presidente da Câmara Setorial da Citricultura, quase metade dos produtores ainda não recebeu o dinheiro dos leilões de Programa de Educação Profissional (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Na última safra, foram realizados 11 leilões.
– Segundo informações da Conab, acredito que nos próximos trinta/sessenta dias pode acabar de pagar esses leilões. Estão sendo pagos, mas muito vagarosamente – diz o presidente da Câmara Setorial, Marco Antônio dos Santos.
Em dois anos de crise na citricultura, dois mil agricultores de São Paulo, o maior produtor da fruta, desistiram da atividade. Com a dificuldade nas negociações com as indústrias, e a falta de estímulos para o consumo, laranjas não chegam a ser colhidas. Hoje, a caixa está sendo vendida ao preço médio de R$ 7.
– A grande dificuldade é o fluxo de caixa. Você consegue receber um preço que não atende nem seu custo físico, nem seu custo mínimo. E você tem uma demanda muito alta, um custo muito alto para colocar essa fruta na fábrica – diz o Conselheiro da União dos Citricultores, Ricardo Krauss.
A reivindicação mais urgente do setor é a inclusão da laranja na política de garantia de preços mínimos. O Mapa já propôs um valor em R$ 10,10 para a caixa de quarenta quilos da laranja. Mas para começar a valer, a medida ainda precisa ser aprovada pelo Ministério da Fazenda, o que pode acontecer na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
– Foi feito comprometimento que na próxima quinta, na reunião do CMN, a laranja vai entrar em pauta para que seja aprovado o preço mínimo. Os produtores estão erradicando suas plantações, a dificuldade financeira é tremenda. Um endividamento que não conseguimos sanar essa questão. Estamos trabalhando para que o governo faça a securitização dessas dívidas. É uma dívida impagável de R$ 1 bilhão que o setor deve – salienta Santos.
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