Presidente da CNA leva ao governo sugestões para o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014

Entre os pedidos estão a redução de juros para os financiamentos ruraisA presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, está otimista quanto à possibilidade de o governo aceitar as sugestões e argumentos que a entidade encaminhou ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014.

Na segunda, dia 8, um encontro reuniu a senadora, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes. Entre os temas abordados pela presidente da CNA estão a vigência do Plano, a redução de juros para os financiamentos e o volume de recursos para o seguro rural.

A presidente sugeriu que o próximo PAP tenha um prazo de vigência intermediário de 18 meses, e não de um ano, para permitir a preparação de um plano agrícola de quatro a cinco anos em 2015.

– Desta forma, teríamos maior segurança para o planejamento da atividade, não só quanto ao custeio, mas principalmente dos investimentos na produção agrícola – afirmou.

Para ela, um dos mais importantes segmentos da economia, como a agropecuária, precisa ter segurança para investir com base em projeções e planejamento, como já acontece nos principais países produtores mundiais.

Para a política de subsídio ao seguro rural, Kátia Abreu defendeu a alocação de R$ 850 milhões na safra 2013/2014, aumentando significativamente os valores de R$ 400 milhões e de R$ 260 milhões obtidos nas safras anteriores. Para ela, uma política efetiva para o seguro rural contribuirá para a redução dos juros dos financiamentos agrícolas, porque o risco da atividade será menor. A alocação do valor sugerido pela CNA cobrirá 20% da área plantada do Brasil, ainda bem menor do que nos Estados Unidos, que tem 86% de sua área plantada cobertura por seguro.

A redução dos juros, de 5,5% para 4,5%, dos financiamentos com recursos do crédito rural foi outra sugestão encaminhada pela presidente da CNA. Ela também discutiu com os ministros temas como capacidade de armazenagem de grãos e defesa agropecuária. Algumas situações especiais também foram abordadas no encontro, como os casos do leite, café e trigo.

– São produtos de grande sensibilidade, que enfrentam situações específicas – afirmou a senadora. Também foram discutidos investimentos para projetos de inovação e pesquisa pública e privada.