Presidente da Embrapa é exonerado do cargo

De acordo com Ministério da Agricultura, nome do substituto de Pedro Antônio Arraes Pereira deve ser comunicado nos próximos diasO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aceitou, neste domingo, dia 30, o pedido de exoneração do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antônio Arraes Pereira. De acordo com informações do órgão, o nome do substituto deve ser comunicado nos próximos dias. A diretora de Administração e Finanças da Embrapa, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni, assumirá o posto interinamente.

Segundo a Agência Estado, as pressões para a saída de Arraes teriam partido da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que é responsável pela articulação do Executivo com o Congresso Nacional. No entanto, em nota divulgada nesta segunda, dia 1º, o dirigente afirma ter solicitado a exoneração por motivos pessoais.

O anúncio ocorre dois meses depois de Arraes ter confirmar sua permanência na presidência da Embrapa, com a recondução publicada no Diário Oficial da União em agosto. Ele deve se encontrar ainda nesta segunda com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, para oficializar o pedido e dar mais detalhes sobre a decisão.

No comando da Embrapa desde julho de 2009, Arraes reestruturou a inteligência estratégica da empresa com a criação de um núcleo de pesquisadores, batizado Programa Agropensa. O agrônomo carioca também liderou a reformulação da gestão da carteira de projetos, em uma lógica de portfólios por temas como o de pesquisa do setor sucroalcooleiro energético e a conclusão das atividades do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa), com a criação de cinco novos centros de pesquisa (Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Pesca e Aquicultura, Embrapa Cocais, Embrapa Agroenergia e Embrapa Estudos e Capacitação).

Com a publicação do novo estatuto da empresa, Arraes conduziu a atuação da Embrapa no Exterior, com intuito de dar mais agilidade aos trabalhos fora do território nacional, principalmente na área científica. A medida gerou críticas por parte de alguns pesquisadores que temem o esvaziamento da produção nacional da empresa e alertam para a necessidade de renovação do quadro de funcionários e de investimentos em métodos e tecnologias adequadas para atender o mercado mundial mais competitivo.