Presidente e ministro da Agricultura da França confirmam assinatura de cooperação agrícola com o Brasil

No dia 12 de dezembro autoridades da França chegam ao Brasil e assinam protocolo que pretende equilibrar balança comercial dos dois paísesO chefe das Relações Internacionais da França, Philippe Vinçon (à direita, na foto abaixo), confirmou a vinda ao Brasil do presidente, François Hollande, e do ministro da Agricultura do país, Stephane Le Foll, no dia 12 de dezembro, para assinatura do protocolo de cooperação agrícola entre os dois países. A França quer equilibrar a balança comercial e se juntar ao Brasil em grandes negociações multilaterais, com destaque para a segurança alimentar e a preservação ambiental. 

Em 10 anos, o tamanho das propriedades na França cresceu em 13 hectares. A média é de 55, mas se for considerado somente as maiores fazendas, sobe para  80 hectares. Hoje, são 490 mil propriedades rurais, o desenvolvimento agrícola e o apoio a produção sustentável são os pilares da Política Agrícola Comum (PAC), da União Europeia (UE). A PAC foi criada em 1962 e está passando por uma reformulação, com novos parâmetros para o período de 2014 até 2020. Já se sabe que o número de países membros, que hoje é de 28, vai aumentar, com isso a França pode perder entre 15% e 20% dos recursos que ajudam a manter um a cada quatro franceses vivendo no campo.

Cerca de 18% dos agricultores franceses comercializam nos chamados Circuitos Curtos ou em cidades próximas a propriedade. A venda é direta ao consumidor ou passando apenas por um intermediário. Chegando a feiras como a Marché Maubert, uma das mais antigas de Paris, que tem história desde 1500. De diferente, além da tradição, tem o cenário e o charme de Paris em um bairro que atrai fregueses de todas as classes sociais.

Com o jeito de produzir e vender cada vez mais globalizado, os acordos entre os países são mais frequentes. Vinçon fez questão de destacar que as relações comerciais entre os países estão desequilibradas. Além dos acordos  bilaterais, ele acredita nas grandes negociações multilaterais.

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