— A prioridade absoluta do Incra, e isso já vinha sido exercido na gestão do presidente Celso (Lacerda) é integrar ações de reforma agrária com o Plano Brasil Sem Miséria, é gerar a questão do acesso à terra como oportunidade para as famílias que vivem no campo e estão em situação de pobreza extrema, qualificar os assentamentos e as comunidades rurais nas regiões de pobreza extrema — afirma Guedes.
Sobre a greve dos servidores do órgão, que já dura mais de um mês, o novo presidente afirmou que o diálogo com a categoria está aberto.
— Tem medidas que estão sob nossa governabilidade e nós vamos abrir um diálogo franco onde vamos dar clareza daquilo que é possível e do que não é possível. E tem medidas que estão sendo tomadas na conjuntura do governo — disse.
O nome de Guedes foi bem aceito pelas entidades que representam a agricultura. O problema está na atuação do Incra, que recebe críticas de entidades. Segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre 2010 e 2011 a queda no número de novos assentamentos foi de 44%
— A reforma agrária está muito lenta. O Brasil não pode aguentar conflitos no campo, violência, milhares de assentamentos abandonados e uma gama muito grande de famílias que estão acampadas, querendo produzir num país com tanta terra. Nós esperamos que o novo presidente tenha força política e que acima do presidente, haja de fato uma decisão de governo para avançar na reforma agrária — comenta Alberto Broch, presidente da Contag.
— A atual direção do Incra já vinha trabalhando nesse sentido de ampliação de metas diárias, mas o grande desafio, que é a reivindicação dos movimentos sociais, é que a gente não tenha só a terra. Esse vai ser o nosso trabalho: que se viabilize terra, trabalho, condições de preservar o meio ambiente e que, aí sim, quando a gente tiver muita segurança sobre esses aspectos, nos vamos poder assumir compromissos com metas — completa o novo presidente.