– Esse ano a gente teve o problema do mês de junho, de muita umidade e pouco sol. A gente está precisando colher um pouco antes do tamanho ideal – diz.
Além da produção menor, o clima desfavorável ocasionou a qualidade abaixo do ideal para a fruta. Segundo o produtor, mesmo que esteja boa para o consumo, produto de menor qualidade é igual a perda de preço no mercado.
Gallo explica que cada caixa tem quatro quilos da fruta, dependendo da condição é preciso mais ou menos atemoias para atingir o peso. Ele diz que quanto menos frutas na caixa, melhor, pois o preço pago é mais alto. O produtor chega a vender a caixa por até R$ 5. Porém, com as frutas manchadas e, em boa parte, colhidas antes do tempo ideal, não consegue mais do que R$ 3 reais na Central de Abastecimento do Estado de São Paulo (Ceagesp).
— Normalmente, neste período, o preço é bom. A partir de julho, sempre vai elevando o preço até outubro, por aí. Mas como estou com esse problema, eu vou cair tanto na produção quanto na arrecadação de venda – lamenta o produtor.
Dados da própria Ceagesp confirmam que a atemoia está mais valorizada. A caixa de 8 a 10 frutos custava R$ 4,96 o quilo no dia 4 de julho. Na última sexta, dia 19, chegou a R$ 5, 25. Na mesma comparação, a caixa de 12 frutos passou de R$ 3, 87 para R$ 4, 11 o quilo. E a de 15 frutos, de R$ 2, 70 para R$ 2, 97. O produtor admite que, neste ano, não deve ter lucro com as atemoias.
– A atemoia vai cobrir a despesa. Então, como eu tenho mais frutas, a gente tem que tirar o lucro da outra para sobreviver e pagar os custos – conclui.