Na cidade, os negócios com a alcachofra têm sido rentáveis. A produtora rural Ana Lídia Camargo, que antes plantava uvas, cultiva alcachofra há cerca de 20 anos. Na propriedade, a menos de 100 quilômetros de São Paulo, ela tem cerca de 15 mil pés, de onde colhe uma safra por ano.
– A gente tinha parreiras de uvas, mas já não ia tão bem. Quando começou a diminuir a produção, a gente resolveu parar. Paramos e só trabalhamos com a alcachofra – Ana Lídia.
Ana Lídia conta que começou a vender alcachofra na estrada. Hoje, tem um restaurante, onde serve pratos à base da planta, e também uma loja que vende comidas congeladas com a alcachofra como ingrediente principal. A maior parte da produção é vendida assim. Mas há a opção in natura também, a R$ 35 a dúzia. Ana Lídia diz que dá muito trabalho, mas o negócio tem sido rentável.
– Tá dando uma produção bem boa e, com isso, a gente também beneficia, fazemos as conservas e tudo mais, daí a gente melhora o preço – diz.
Além de receber clientes na propriedade, Ana Lídia participa desta Expo São Roque. Junto com ela, outros cerca de 100 expositores estão mostrando produtos da região, como as alcachofras e também a produção das vinícolas.
A edição deste ano é a de número 20 da Expo São Roque e está um pouco diferente dos anos anteriores. A feira costuma ser bastante associada à cultura italiana, mas, neste ano, ela mostra aos visitantes um pouco da cultura portuguesa. O público pode conhecer as danças típicas de Portugal. Há também referências à arquitetura portuguesa e a símbolos de histórias curiosas do país. Desde o dia 7 de setembro até 10 de junho de 2013, está sendo comemorado o ano do Brasil em Portugal e também ano de Portugal no Brasil. Para os organizadores da Expo São Roque, é um momento propício para compartilhar tradições e resgatar a história.
– São Roque tem a sua tradição muito ligada à cultura portuguesa, além da italiana, que chegou com a imigração, que é um pouco mais recente, diz Cláudio Goes, organizador da feira.