Produção brasileira de queijo Roquefort tem influência da França

Originário do sul do país europeu, produto é elaborado com 100% de leite de ovelhasA França não é apenas a pátria dos grandes vinhos. Além da vitivinicultura, os franceses também nutrem uma especial paixão pelos queijos. O país produz uma diversidade tão grande do produto que, segundo a lenda, seria possível degustar um tipo diferente da iguaria em cada dia do ano.

Dos queijos franceses, um dos mais conhecidos no Brasil é o Roquefort. Elaborado originalmente com 100% de leite de ovelhas, ele tem massa branca e veios azuis.

Originário do sul da França, esse tipo de queijo também é produzido na zona rural de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, por gaúchos aficionados pela cultura francesa.

A família Aguinski possui um rebanho de cerca de mil ovelhas da raça Laucane, parte dele importado da França. O animal produz de 280 a 350 litros de leite por ano. Para elaborar um quilo de queijo do tipo Roquefort, são necessários em média cinco litros de leite – a metade do que seria preciso se o leite utilizado fosse o de vaca, porque o leite de ovelha tem muito mais matéria seca.

O leite da ovelha Laucane tem 80% a mais de cálcio que o de vaca, e o dobro da gordura e proteína. O laticínio instalado na propriedade foi todo construído de acordo com padrões franceses.

Na fazenda de 120 hectares da família Aguinski também se cultiva arte, como esculturas em mármore, basalto e granito, que reproduzem animais exóticos ou simplesmente formas abstratas. As obras são atualmente mais conhecidas nas exposições e galerias de Paris do que no Brasil.

Foi a arte que levou a família Aguinski ao queijo. Se as esculturas de Paulo Aguinski são apreciadas principalmente na França, o queijo produzido pelo filho Márcio é quase todo vendido no mercado brasileiro, onde a procura pelo produto, que pode custar até RS$ 150 o quilo, é grande.