Os números são do primeiro levantamento da safra realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com órgãos da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, o maior produtor nacional (70%), e divulgado nesta terça, dia 14, em Brasília. Inclui também a produção do Triângulo Mineiro, o terceiro maior produtor do país.
Os motivos das perdas paulistas se devem a fatores econômicos (64%), climáticos (40%), fitossanitários (34%) e adubação inadequada (15%). Da produção, as indústrias processadores de suco absorverão 85% (279,1 milhões de caixas) e o restante (48,7 milhões de caixas) será destinado ao mercado “in natura”, cujos percentuais (15%) se assemelham aos obtidos em 2011/2012. A produtividade média é de 660 caixas por hectare.
A área plantada é de 531,5 mil hectares e em produção de 497 mil hectares. No estudo foi observada a erradicação de 36,7 mil hectares, sendo 72% substituída por cana-de-açúcar e 15% por milho e soja, principalmente em áreas de menos de 300 hectares dos municípios de Araraquara, Barretos e Limeira. A colheita mais intensa deve se dar nos meses de setembro a novembro, enquanto que nos meses de maio a fevereiro do ano subseqüente inicia a de variedades precoces, de meia-estação e variedades tardias.
A produção da região deve ser de 11,9 milhões de caixas, com perdas estimadas em 133 mil caixas. Dos 22,2 mil hectares de área total plantados, 21,4 estão em produção, com produtividade média estimada em 556 caixas por ha. A colheita se dá com mais intensidade no mês de junho (32,5%) e agosto (50%).
CitrusBR estima safra em 268,350 milhões de caixas
A segunda estimativa de safra da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), aponta para uma produção de 268,350 milhões de caixas de laranja para a safra 2013/2014. Dados finalizados mostram que a safra passada, 2012/2013 finalizou com uma produção total de 385,393 milhões de caixas de laranja.
Os números mostram uma redução de 117 milhões de caixas em relação ao período passado. Desse total, 21,7 milhões são decorrentes do número de plantas e 95 milhões em função de fatores climáticos e o efeito da bianualidade, agravada por duas grandes safras consecutivas.
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