Em três anos, o governo federal concedeu R$ 5,00 por tonelada de cana. Na atual formalização, por meio de emenda, a subvenção é de R$ 10,00 por tonelada e limitada a 10 mil toneladas por produtor independente. A cultura vem sofrendo nos últimos meses com as perdas provocadas pela estiagem na região, que já são de 30% a 60% da produção, segundo relatório apontado na reunião.
A comitiva também trata do tema no Congresso e o ministro Mendes Ribeiro atuará junto à presidência da Câmara para encaminhar a aprovação parlamentar.
– Vamos trabalhar juntos, governo e Congresso, para minimizar os efeitos da estiagem sobre a produção – enfatizou o ministro.
A área ocupada com a cana-de-açúcar pelos fornecedores do Nordeste é de aproximadamente 327 mil hectares, sendo o rendimento agrícola médio de 55 toneladas por hectare – o que corresponde a 18 milhões de toneladas de cana – destinadas à fabricação de açúcar, etanol e aguardente.
Mesmo com a cultura de cana-de-açúcar no Nordeste apresentando um dos menores custos de produção mundial, os fornecedores da região vêm convivendo com dificuldade na manutenção dos canaviais, com a pior seca dos últimos 40 anos, sobretudo, na Zona da Mata (faixa litorânea) nordestina.
O programa de subvenção em anos anteriores teve seu objetivo alcançado, permitindo maior produtividade. A renovação da subvenção com os novos patamares beneficiará 92% da produção nordestina composta por pequenos e médios produtores, representando 90 mil postos de trabalho.
Diferente do que ocorre no Sudoeste, onde a atividade canavieira representa 2% do PIB somente para São Paulo, em Pernambuco e Alagoas o peso do setor no PIB é de 10% e 20%, respectivamente.