
Com a seca que atinge o Espírito Santo desde outubro do ano passado e a baixa na produção, os produtores estão preocupados em como vão honrar os compromissos com os bancos. O processo de renegociação deve se adequar a legislação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central. Uma nova reunião está marcada para o final de abril.
– Estamos buscando ajuste, conforme concedido a outros estados pelo CMN para ampliar as possibilidades dos agricultores neste momento. E vale destacar que não é uma exceção ou beneficiamento ao Espírito Santo, já que a forma vigente de renegociação, ainda que apreciada caso a caso, cerceia o produtor de fazer um novo empréstimo, e portanto não serve – esclarece o presidente da Faes, Júlio Rocha.
Dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) apontam que a seca noEstado acumula prejuízos superiores a R$ 1,7 bilhão. A cafeicultura foi o setor mais atingida com perdas na casade R$ 1 bilhão, uma redução de 33% na produção.
De acordo com o Incaper, o recuo na pecuária de leite foi de 31%, o que equivale a R$ 150 milhões a menos, e na fruticultura, a queda foi de R$ 300 milhões, correspondente a retração de 30% da produção. Desde o último levantamento realizado pelo Instituto, as perdas aumentaram aproximadamente R$ 400 milhões.