– O principal ponto a ser discutido é a falta de política para o setor. Como a falta de AGF, além de os preços mínimos estarem defasados. A Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, havia feito um anúncio de correção de preço mínimo pela Conab na semana passada, mas não aconteceu. Além disso, o setor precisa buscar alternativas de consumo – afirma o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, Ivo Pierin.
Pierin ainda completa que a política do preço mínimo foi alterada pela última vez em 2013, quando o valor da tonelada estava em R$ 170. O setor pede um reajuste de 30% no preço mínimo para cobrir os custos.
– A área plantada cresceu muito em 2012 e 2014 motivada pela alta nos preços. Com isso, há muita oferta de mandioca. Cerca de 20% a mais que nos anos anteriores. Isso faz com que o preço caia e chegue aos menores patamares nos últimos seis anos – declara o analista do Cepea, Fábio Felipe.
Ainda de acordo com o analista, há muita farinha e fécula de mandioca estocadas na indústria porque houve redução nas vendas e pelo excesso de produto finalizado no ano passado. Ele ainda pontua que o preço pode cair mais.
Uma alternativa que os produtores estão avaliando para reduzir os estoques é a exportação da raiz.
– Com essa retração na demanda e a queda nos preços, é uma solução que nós, produtores, estamos vendo – conclui Pierin.
*Apuração de Flávya Pereira e Flávia Previato