Para conhecer as tecnologias que permitiram obter uma produtividade de até 320 sacas de milho, em 17 hectares cultivados em uma área experimental, o grupo promoveu um Dia de Campo que ganhou o nome de Tour Verde. O município de Seberi, no norte do Rio Grande do Sul, foi escolhido para receber o evento por ser uma das seis cidades onde os técnicos do Clube da Irrigação já atuam.
Durante o dia de campo os produtores foram alertados sobre as vantagens de irrigar ainda que o custo seja elevado. A novidade para essa safra é a inclusão da soja nos experimentos. Assim como no milho, os técnicos do Clube de Irrigação esperam alcançar altos rendimentos nas quatro áreas que vão participar da pesquisa.
Produtores de Cruz Alta, Seberi, Bagé e Santo Augusto vão participar dos experimentos que utilizarão sementes intactas. A expectativa é colher até 100 sacas de soja por hectare.
O proprietário da Semente Fabris Hulk, Fábio Fabris, possui área de três mil hectares, sendo que 280 hectares já são irrigados. Em média, ele colhe 270 sacas de milho por hectare. Nas áreas irrigadas, em média, ele consegue 50 sacas a mais que no sequeiro. No passado, de cada dez safras, cinco eram perdidas por causa da seca. Para não ter mais problemas com a falta de chuva, o produtor pretende triplicar o uso de pivôs, mas enfrenta dificuldades para isso. Segundo Fabris, a burocracia para conceder o licenciamento ambiental tem atrapalhado.
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