Produtores e pesquisadores gaúchos se unem para proteger o setor de estiagens

Clube da Irrigação promoveu o Tour Verde em Seberi (RS), para mostrar tecnologias que proporcionam mais produtividadeNo Estado do Rio Grande do Sul, um grupo de produtores, pesquisadores e representantes de empresas de tecnologia de precisão, se uniu para criar uma alternativa para evitar que as secas voltem a prejudicar quem produz alimentos. O Clube da Irrigação, criado em 2009, tem como objetivo proteger os agricultores de estiagens como as de 2004/2005 e 2011/2012, que castigaram a produção agrícola do Estado gaúcho.>>Governo gaúcho dispõe de linha de financiamento para irrigaçãoEssa é a quarta safra de mi

Para conhecer as tecnologias que permitiram obter uma produtividade de até 320 sacas de milho, em 17 hectares cultivados em uma área experimental, o grupo promoveu um Dia de Campo que ganhou o nome de Tour Verde. O município de Seberi, no norte do Rio Grande do Sul, foi escolhido para receber o evento por ser uma das seis cidades onde os técnicos do Clube da Irrigação já atuam.

Durante o dia de campo os produtores foram alertados sobre as vantagens de irrigar ainda que o custo seja elevado. A novidade para essa safra é a inclusão da soja nos experimentos. Assim como no milho, os técnicos do Clube de Irrigação esperam alcançar altos rendimentos nas quatro áreas que vão participar da pesquisa.

Produtores de Cruz Alta, Seberi, Bagé e Santo Augusto vão participar dos experimentos que utilizarão sementes intactas. A expectativa é colher até 100 sacas de soja por hectare.

O proprietário da Semente Fabris Hulk, Fábio Fabris, possui área de três mil hectares, sendo que 280 hectares já são irrigados. Em média, ele colhe 270 sacas de milho por hectare. Nas áreas irrigadas, em média, ele consegue 50 sacas a mais que no sequeiro. No passado, de cada dez safras, cinco eram perdidas por causa da seca. Para não ter mais problemas com a falta de chuva, o produtor pretende triplicar o uso de pivôs, mas enfrenta dificuldades para isso. Segundo Fabris, a burocracia para conceder o licenciamento ambiental tem atrapalhado.

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