– A situação está péssima. A irresponsabilidade do governo é muito grande. Esse pessoal foi retirado sem plano, sem assistência médica, sem nada.
>> Leia mais notícias sobre demarcações de terras indígenas
Segundo Prado, parte dos produtores vive de doações, morando em centros comunitários ou em barracos de lona.
– O que aconteceu na Suiá Missu vai acontecer em outros Estados – alertou o presidente da Aprosum.
As terras foram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e destinadas a índios xavante. Segundo Prado, as terras estão improdutivas e muitas áreas, inabitadas. A terra indígena foi denominada de Marãiwatsédé.
Prado elogiou a atuação da bancada ruralista, que conta com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Frente Agropecuária Parlamentar.
– O que é decepcionante para o país é esse ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo], que atua na contramão da história da produção.
De acordo com o líder dos produtores, nesta quarta, dia 21, estavam convocadas para uma reunião em Brasília a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e a dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Segundo Prado, ninguém compareceu e o governo enviou “funcionários do quinto escalão”.
– O governo não quer resolver. Se o Judiciário não intervir, e nós temos mais de 20 ações para ser julgadas, o Executivo não vai fazer. Só vai fazer na pressão – finalizou.