Produtores que desocuparam Suiá Missu não conseguiram se restabelecer, diz presidente da Aprosum

No final de 2012, cerca de sete mil famílias começaram a deixar a terra, em Mato Grosso, que foi destinada a índios da etnia xavanteO presidente da Associação de Produtores de Suiá Missu (Aprosum), Sebastião Prado, afirmou, em entrevista ao programa Mercado e Companhia, do Canal Rural, que muitos produtores rurais que precisaram desocupar a gleba Suiá Missu, em Mato Grasso, no final do ano passado, ainda não conseguiram se restabelecer em um novo local. Cerca de sete mil famílias deixaram a área por determinação judicial.

– A situação está péssima. A irresponsabilidade do governo é muito grande. Esse pessoal foi retirado sem plano, sem assistência médica, sem nada.

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Segundo Prado, parte dos produtores vive de doações, morando em centros comunitários ou em barracos de lona.

– O que aconteceu na Suiá Missu vai acontecer em outros Estados – alertou o presidente da Aprosum.

As terras foram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e destinadas a índios xavante. Segundo Prado, as terras estão improdutivas e muitas áreas, inabitadas. A terra indígena foi denominada de Marãiwatsédé.

Prado elogiou a atuação da bancada ruralista, que conta com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Frente Agropecuária Parlamentar.

–  O que é decepcionante para o país é esse ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo], que atua na contramão da história da produção.

De acordo com o líder dos produtores, nesta quarta, dia 21, estavam convocadas para uma reunião em Brasília a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e a dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Segundo Prado, ninguém compareceu e o governo enviou “funcionários do quinto escalão”.

– O governo não quer resolver. Se o Judiciário não intervir, e nós temos mais de 20 ações para ser julgadas, o Executivo não vai fazer. Só vai fazer na pressão – finalizou.

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