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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) alerta para o risco às pessoas que trafegam pela rodovia, além dos prejuízos com possíveis interdições no local neste momento de escoamento da safra de milho.
Produtor rural e delegado do Núcleo da Aprosoja-MT em Nova Mutum, Alessandro Uggeri destaca que há trechos que nem mesmo foram entregues e já estão sendo refeitos.
– Sempre que passamos por lá têm interdições para reparos, sendo que a obra nem mesmo foi finalizada.
Além dos trechos que estão em reconstrução, como é o caso das estruturas da obra de arte que dá acesso ao município de Rosário Oeste, outro problema é o risco de desmoronamento.
– Tem algumas partes da serra que estão desbarrancando e outras que já deslizaram – denuncia o produtor.
Com relação aos prejuízos para o escoamento, Uggeri reforça que, em condições normais, as rodovias já apresentam problemas. Uma interdição, porém, implicaria em maior custo para o produtor, que pode chegar ao consumidor final.
– Qualquer interdição ou intervenção que tiver que ser feita terá reflexo direto no preço do frete ao produtor, sem falar nos perigos para quem trafega pela rodovia.
A Serra da Caixa Furada possui nove quilômetros de extensão e está localizada entre o município de Nobres e Diamantino, no Km 580 da BR-163. A duplicação da Serra está dentro do escopo de trabalho das obras de duplicação de um trecho 45 quilômetros na região médio norte do Estado. Orçada em R$ 227 milhões, a obra foi licitada em 2010 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e até o momento não foi concluída.
A concessionária Rota do Oeste, empresa da Odebrecht TransPort, recentemente assumiu a concessão da BR-163 entre a divisa com Mato Grosso do Sul e Sinop. De acordo com a empresa, que realiza obras de duplicação em Rondonópolis, no sul, as obras de duplicação e conservação do trecho compreendido entre Cuiabá e Posto Gil são de responsabilidade do Dnit e a empresa não pode intervir no trecho questionado.
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