De acordo com o produtor Frauzo Ruiz Sanches, de Ibitinga, já são aproximadamente 10 milhões de caixas perdidas no pé da colheita precoce . Segundo o agricultor, a indústria alega que não vai comprar cerca de 80 milhões de caixas dos produtores independentes cujo contrato acabou.
Em reunião em Brasília no último dia 13, o presidente da Câmara Setorial de Citricultura, Marco Antonio dos Santos, calculava em oito milhões de caixas de 40,8 kg de laranjas a perda em pomares paulistas por falta de compradores para as frutas, que deixaram de ser colhidas. O prejuízo foi estimado em R$ 80 milhões e pode atingir R$ 500 milhões nesta safra, caso o setor não encontre uma alternativa para escoar a produção de laranja que excede à capacidade armazenamento de suco por parte da indústria.
Segundo o citricultor, também estarão presentes no protesto colhedores, caminhoneiros e até prefeitos e vereadores da região atingida.
– Estamos conversando com os governos federal e estadual há 60 dias e ainda não tivemos medidas efetivas, por isso decidimos fazer a manifestação – explica.