Na reunião ficou acertado que a PGFN fará um levantamento do saldo devedor estratificado por faixas de valores e apresentará para técnicos da Comissão de Agricultura da Câmara. Heinze afirmou que, de posse dos números, a assessoria técnica parlamentar irá sugerir uma nova fórmula para adequar a realidade da renda do produtor ao tamanho da dívida.
No caso da Dívida Ativa da União, Heinze estima que o passivo deve ultrapassar R$ 10 bilhões e envolver mais de 100 mil produtores.
– Quem tinha um débito menor, até R$ 200 mil, conseguiu acertar, pois os descontos eram maiores. Já quem foi inscrito com valores muito altos, os abatimentos não foram proporcionais – diz ele.
O deputado prevê que a fórmula para equacionar o endividamento deve ser finalizada até o início do próximo ano legislativo.
– Vamos nos debruçar nesse assunto para fechar o acordo e entrarmos 2012 com esse problema resolvido – diz ele.
Apesar do parecer contrário da PGFN à prorrogação do prazo, o deputado insiste em que o alongamento deve ser concedido para evitar as execuções, até que a nova proposta seja fechada.
– Voltei a cobrar do Ministério da Fazenda, que já havia se manifestado favorável, e do ministro Mendes Ribeiro (da Agricultura). Espero que o governo seja sensível, entenda o drama dessas famílias e suspenda as ações na justiça até fecharmos essa questão – diz ele.