SEM GRANDES MOVIMENTOS

Apenas uma região do Brasil apresenta alta na cotação de soja; como ficou o mercado no geral?

Oscilações em Chicago e no dólar tiveram impacto limitado nas negociações; prêmios continuam como o principal destaque na formação dos preços

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (17) de pouca movimentação e sem grandes novidades. Apesar das oscilações registradas na Bolsa de Chicago e no câmbio, o ambiente não foi suficiente para estimular um maior volume de negócios no país.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios continuam sendo o principal fator de sustentação dos preços neste momento. Em Santos, as indicações permaneceram firmes ao longo do dia.

“Os prêmios oscilaram pouco, mas seguem em bons níveis de preços. Na verdade, eles são a melhor variável agora”, destaca o analista.

Mesmo com esse suporte, o mercado físico registrou poucas negociações. “Foi um dia pouco negociado, sem movimentos firmes”, resume Silveira.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 126,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 120,50 para R$ 119,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 112,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): queda de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (17) com preços mais altos para grão e cotações mais baixas para farelo e óleo.

O mercado buscou suporte na demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos. Exportadores privados do país anunciaram a venda de quase 400 mil toneladas para destinos desconhecidos, mas traders dizem que podem ter sido compradores chineses. Porém, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas limitou os ganhos.

USDA

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 372.000 toneladas de soja para destinos não revelados. Do total, 60.000 serão entregues na temporada 2025/26 e 312.000 toneladas serão disponibilizadas na temporada 2026/27.

Além disso, os investidores aguardam as exportações semanais norte-americanas, que serão
divulgadas amanhã. Analistas esperam vendas de soja em grão entre 400 mil e 850 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2026 fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,17%, a US$ 11,32 por bushel. A posição novembro de 2026 teve cotação de US$ 11,49 1/4 por bushel, avanço de 2,75 centavos de dólar por bushel ou 0,23%.

Nos subprodutos, a posição julho de 2026 do farelo fechou com estabilidade, a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho de 2026 fecharam a 71,54 centavos de dólar por libra-peso, retração de 1,38 centavo ou 1,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1095 para venda e a R$ 5,1075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0520 e a máxima de R$ 5,1215.am cotados a US$ 11,32 por bushel, alta de 0,17%. A posição novembro de 2026 fechou em US$ 11,49¼ por bushel, avanço de 0,23%.

No farelo, a posição julho terminou estável em US$ 304,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho recuou 1,89%, encerrando a 71,54 centavos de dólar por libra-peso.