
O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de bons negócios nesta quarta-feira (3), impulsionado principalmente por prazos de pagamento mais longos e pela valorização do dólar, que ajudaram a sustentar as operações mesmo diante da queda na Bolsa de Chicago.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o diferencial dos prazos alongados chegou a variar entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca ao mês, em alguns casos até mais, o que estimulou a comercialização ao longo do dia. No mercado interno, houve momentos de melhora nas cotações, enquanto nos portos também foram registrados negócios para embarques em julho.
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Silveira destacou ainda que a forte queda em Chicago acabou parcialmente compensada pela valorização do dólar e pelos bons níveis dos prêmios na curva de exportação. “Foi uma sessão com bons negócios”, resumiu o analista.
Soja no Brasil (preços):
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia com bons ganhos, seguindo a alta de mais de 2% do petróleo, o mercado sucumbiu ao cenário fundamental.
As condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a ampla oferta mundial e a falta de demanda pelo produto americano compuseram um quadro de pressão. Os fundamentos suplantaram o desempenho do petróleo, em meio à renovada tensão no Oriente Médio.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,54 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,58 1/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,65% a US$ 320,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,71 centavos de dólar, com ganho de 0,30 centavo ou 0,38%.
Câmbio
O câmbio, por sua vez, fechou em alta, com o dólar comercial avançando 1,11% e encerrando o dia a R$ 5,0658, fator que contribuiu para sustentar parte dos preços no mercado interno brasileiro.