EM JUNHO

Contagem regressiva: vazio sanitário da soja começa dia 26 na Bahia e mobiliza produtores

Período obrigatório para erradicação de plantas vivas de soja visa combater a ferrugem asiática e preservar a produtividade das lavouras na safra 26/27

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Foto: Divulgação Aiba

A partir do próximo dia 26 de junho, os produtores de soja do Cerrado baiano iniciam uma das etapas mais importantes do calendário agrícola: o vazio sanitário da soja. Mais do que uma exigência legal, a medida representa uma estratégia fundamental para a proteção das lavouras, a redução dos custos de produção e a preservação da competitividade da sojicultura baiana frente aos desafios fitossanitários.

Atenta à importância desse período, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário do Núcleo de Agronegócio, intensifica as ações de orientação, monitoramento e acompanhamento técnico junto aos produtores rurais, reforçando a necessidade do cumprimento das normas estabelecidas para a safra 2026/2027.

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Na Região I, que concentra a maior parte da produção de soja do estado e engloba os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos e Santa Maria da Vitória, o vazio sanitário será de 26 de junho a 7 de outubro de 2026, conforme determina a Portaria nº 40 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Durante esses mais de 90 dias, fica proibida a manutenção ou o cultivo de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), considerada uma das doenças mais agressivas da cultura e responsável por causar severas perdas de produtividade quando não controlada adequadamente.

Para o primeiro vice-presidente da Aiba e presidente do Conselho Técnico da entidade, Luiz Carlos Bergamaschi, o sucesso do vazio sanitário depende do comprometimento de toda a cadeia produtiva. “Esse período é uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade das lavouras e para a sustentabilidade da produção de soja. O cumprimento das normas, aliado ao trabalho de orientação realizado pelas equipes técnicas, contribui para reduzir a pressão de doenças, proteger a produtividade e garantir maior eficiência no manejo fitossanitário da próxima safra”, destaca Bergamaschi.