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Soja: veja o que pode mexer com os preços nesta semana

Com a safra de soja na América do Sul na reta final, as preocupações devem ser voltar aos Estados Unidos e o mercado climático começa a operar

Os players do mercado de soja começam a mudar o foco para a nova safra norte-americana de soja à medida que os trabalhos de colheita avançam para a reta final no Brasil e estão prestes a começar na Argentina. A análise é da Safras Consultoria, que diz também que o mercado também digere os números do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de abril, além de acompanhar os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional e notícias da peste suína africana na China.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista Luiz Fernando Gutierrez Roque.

  • Os trabalhos de colheita entraram na reta final no Brasil e uma nova safra recorde está sendo consolidada. Apesar de alguns problemas regionalizados, a evolução dos trabalhos revelou grandes produtividades médias nos principais estados produtores do país nos últimos dois meses, incluindo no Rio Grande do Sul, estado que costuma sofrer em anos de La Niña;

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  • Tal fato culmina em uma nova superprodução brasileira. A estimativa atual gira em torno de 134 milhões de toneladas, mas há espaço para mais alguns ajustes positivos nesta projeção nas próximas semanas;

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  • Na Argentina, os trabalhos de colheita estão prestes a começar. O clima ao longo do mês de março foi considerado positivo para boa parte das lavouras das principais províncias produtoras, o que parece ter impedido novos cortes na produção argentina. A safra do país vizinho deve se consolidar na casa de 47 milhões de toneladas;

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  • Diante desta consolidação da produção sul-americana, o mercado volta suas atenções para a nova safra dos EUA, que começará a ser plantada nos últimos dias de abril;

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  • O relatório do USDA de intenção de plantio, que trouxe áreas inferiores à expectativa do mercado, tanto para soja quanto para milho, ainda traz dúvidas. Dependendo de como for o clima durante o plantio, ainda é possível que a área final de soja seja superior à primeira estimativa do USDA, abrindo espaço para uma nova safra norte-americana recorde (superior a 123 milhões de toneladas);

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  • Começamos a entrar no tradicional “mercado climático norte-americano”, onde costumamos ver uma grande volatilidade em Chicago. A situação apertada dos estoques dos EUA é fator que trará ainda maior sensibilidade para os contratos futuros diante do clima;

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  • Semanas de clima negativo durante o desenvolvimento da safra podem trazer ganhos consistentes para as cotações, enquanto semanas de clima positivo não devam trazer a mesma intensidade para perdas.

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