
O mercado brasileiro de soja registrou um dia de preços firmes e maior movimentação nas negociações nesta quarta-feira (1º). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a troca de mês favoreceu a comercialização tanto no mercado interno quanto nos portos, impulsionando as cotações.
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De acordo com o analista, o mercado spot apresentou bom volume de negócios, principalmente no porto de Paranaguá, onde houve maior interesse por parte dos compradores. Além da troca de mês, a valorização do dólar ao longo do dia e a alta dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago deram sustentação aos preços. Os prêmios de exportação também permaneceram em níveis considerados satisfatórios.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 116,00 para R$ 118,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 116,00 para R$ 119,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado foi sustentado pela expectativa de que a demanda chinesa volte a concentrar compras nos Estados Unidos. Por outro lado, a queda do petróleo e o fortalecimento do dólar frente a outras moedas limitaram parte dos ganhos. Os investidores também seguiram repercutindo os relatórios divulgados na terça-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
USDA
O USDA confirmou que a área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá atingir 85,4 milhões de acres, um crescimento de 5% em relação aos 81,215 milhões de acres cultivados no ano anterior. O número ficou em linha com a expectativa do mercado e acima da estimativa de intenção de plantio divulgada em março, de 84,7 milhões de acres. Na comparação anual, a área aumentou ou permaneceu estável em 23 dos 29 estados produtores.
Já os estoques trimestrais de soja em grão, na posição de 1º de junho, foram estimados em 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ligeiramente acima da expectativa do mercado, de 1,05 bilhão de bushels. Do total, 367 milhões de bushels estavam armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual, enquanto os estoques fora das fazendas somaram 694 milhões de bushels, alta de 16%.
No fechamento da Bolsa de Chicago, os contratos da soja para agosto avançaram 9 centavos de dólar, ou 0,80%, encerrando a US$ 11,33 1/4 por bushel. O contrato novembro subiu 5,50 centavos de dólar, ou 0,48%, para US$ 11,49 1/4 por bushel.
Entre os derivados, o farelo de soja para agosto fechou em alta de US$ 1,40, ou 0,46%, cotado a US$ 305,30 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto recuou 0,35%, encerrando a 66,69 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,2093 na venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1773 e R$ 5,22, contribuindo para a valorização da soja no mercado brasileiro.